Exit Strategy

Sete rotas de saída modeladas

Cada rota recombina os fluxos de equity do motor financeiro com premissas de saída explicitadas. Nenhum fluxo operacional é recalculado.

Melhor rota
12,0%
Refinanciamento (cash-out)
Pior rota
9,5%
Sale & Leaseback
Dispersão de TIR
252 bps
Entre a melhor e a pior rota
Rotas acima do Ke
0/7
Ke de 14,9%

Comparativo de rotas

Ordenado por TIR do equity, com premissas de saída explicitadas em cada rota.

Cap base 9,0% · custos de venda 2,0%
RotaCap / múltiploPrazoValuationRecursos ao equityTIRMOICLiquidez

Refinanciamento (cash-out)

Refinanciamento do ativo estabilizado a 60% LTV, devolvendo capital ao sponsor sem venda e mantendo o controle e o upside de valorização.

9,0%Ano 5R$ 181.2 miR$ 80.4 mi12,0%2,47xAlta

Venda para REIT internacional

Comprador dolarizado, exige escala e governança; cap rate mais comprimido, porém desconto por risco-país e risco cambial.

8,5%Ano 10R$ 234.2 miR$ 216.1 mi11,8%2,94xMédia

Venda para FII (renda urbana / hotelaria)

Comprador de renda estabilizada, precifica por cap rate sobre NOI e exige histórico operacional de 2–3 anos.

8,8%Ano 10R$ 227.5 miR$ 209.6 mi11,5%2,87xAlta

Venda para operadora / hotel group

Comprador estratégico com sinergia de marca e distribuição; aceita cap um pouco menor, porém negocia contrato de gestão embutido.

9,0%Ano 10R$ 221.2 miR$ 203.4 mi11,3%2,81xBaixa

Recapitalização (venda de 60% do equity)

Entrada de um co-investidor institucional comprando 60% do equity no ativo estabilizado; sponsor permanece como asset manager com 40% e taxa de gestão.

9,0%Ano 5R$ 181.2 miR$ 90.9 mi11,1%2,19xMédia

Venda para Private Equity imobiliário

Comprador oportunístico/value-add, exige TIR de 18–20% na sua própria entrada, portanto precifica com desconto.

10,0%Ano 7R$ 176.7 miR$ 151.8 mi9,8%1,97xMédia

Sale & Leaseback

Venda do imóvel a um landlord de renda (FII de tijolo / fundo de crédito imobiliário) com contrato atípico de 15–20 anos e recompra do direito de operar.

8,8%Ano 5R$ 110.2 miR$ 81.4 mi9,5%1,93xMédia

Refinanciamento (cash-out)

Valuation

R$ 181.2 mi

TIR

12,0%

MOIC

2,47x

Prazo

Ano 5

Nova dívida a 60% LTV sobre o valor estabilizado, custo de 11,8% a.a. com escudo fiscal de 34%; saldo incremental liquidado na saída do ano 10.

Venda para REIT internacional

Valuation

R$ 234.2 mi

TIR

11,8%

MOIC

2,94x

Prazo

Ano 10

Sensível ao risco Brasil (2,2 p.p. no CAPM) e ao diferencial de juros; janela dependente do ciclo global de cap rates.

Venda para FII (renda urbana / hotelaria)

Valuation

R$ 227.5 mi

TIR

11,5%

MOIC

2,87x

Prazo

Ano 10

Requer NOI estabilizado auditado e contrato de gestão com operadora de marca. Fee de distribuição e custos de oferta reduzem o líquido.

Venda para operadora / hotel group

Valuation

R$ 221.2 mi

TIR

11,3%

MOIC

2,81x

Prazo

Ano 10

Universo de compradores estreito no Brasil para ativos midscale fora de capitais; processo bilateral e prazo de fechamento longo.

Recapitalização (venda de 60% do equity)

Valuation

R$ 181.2 mi

TIR

11,1%

MOIC

2,19x

Prazo

Ano 5

Precificação no NAV (valor do ativo menos dívida) sem prêmio de controle; 40% remanescente segue capturando distribuições e a saída do ano 10.

Venda para Private Equity imobiliário

Valuation

R$ 176.7 mi

TIR

9,8%

MOIC

1,97x

Prazo

Ano 7

Saída antecipada no ano 7 reduz exposição ao ciclo, mas o cap rate exigido de 10,0% corta o valuation em relação à venda para renda.

Sale & Leaseback

Valuation

R$ 110.2 mi

TIR

9,5%

MOIC

1,93x

Prazo

Ano 5

Aluguel dimensionado em 55% do EBITDA estabilizado (cobertura EBITDAR de 1,8x) e capitalizado a 8,75%; aluguel corrigido pelo IPCA e saída da OpCo a 6,0x EBITDA líquido de aluguel no ano 10.

Recomendação de saída

Nenhuma rota, isoladamente, neutraliza o efeito do preço de entrada: mesmo a melhor delas (refinanciamento (cash-out), TIR de 12,0%) permanece abaixo do Ke de 14,9%. A decisão de saída deve ser mantida flexível entre os anos 5 e 10.

Recomenda-se estruturar o ativo desde já para a rota de renda (SPE limpa, NOI auditado, contrato de gestão com marca), porque é a que comprime mais o cap rate — e manter o refinanciamento no ano 5 como válvula de devolução de capital sem venda.