Decisão estrutural

Rota A — Hold × Rota B — Condo-hotel

As duas estruturas são modeladas com o mesmo ativo físico e o mesmo CAPEX. O que muda é quem detém o imóvel, quem carrega o risco operacional e quando o capital retorna.

Rota A — Hold institucional

CAPEX total
R$ 128.2 mi
Equity requerido
R$ 99.3 mi
Dívida (LTC)
25%
NOI estabilizado
R$ 15.8 mi
TIR do projeto
11,3%
TIR do equity
11,3%
MOIC
2,81x
DSCR mínimo
1,36x
LLCR
2,07x
Valor de saída
R$ 221.2 mi

Exposição residual: o investidor permanece 100% dono do ativo até a saída, com valor de equity de R$ 203.4 mi no ano terminal.

Rota B — Condo-hotel

VGV bruto
R$ 89.1 mi
Preço médio por UH
R$ 384 mil
Custo de incorporação
R$ 128.2 mi
Mesmo CAPEX da Rota A
Margem do incorporador
-57,2%
Necessidade máx. de caixa
R$ 46.7 mi
Retorno do adquirente
5,7%
Retorno do incorporador
n/a
Fluxo sem inversão de sinal — margem negativa
Risco de estoque
Alto

Com o CAPEX atual, o VGV de R$ 89.1 mi não cobre o custo de incorporação: a margem é de -57,2%. A rota só se viabiliza com preço por UH substancialmente acima do praticado em Sorocaba ou com CAPEX menor.

Comparação lado a lado

DimensãoRota A — HoldRota B — Condo
Retorno absoluto (TIR)11,3%5,7%
Múltiplo sobre capital2,81x
Necessidade máxima de equityR$ 99.3 miR$ 46.7 mi
Tempo de exposição do capital12,2 anos4–6 anos (até quitação do estoque)
Liquidez do capitalBaixa até a saídaMédia — retorno conforme vendas
Risco de execuçãoAltoAlto
Risco de operaçãoIntegral do investidorDiluído no pool
Risco de vendaConcentrado em um comprador institucionalPulverizado em 232 compradores
EscalabilidadeAlta — replicável em portfólioBaixa — depende do mercado local
Potencial de saída institucionalAlto — ativo único e íntegroNulo — dominialidade fracionada
Risco de mercado (demanda)AltoMédio
Risco de construção / CAPEXAltoAlto
Risco de velocidade de vendasBaixoAlto
Risco de alavancagemAltoBaixo
Risco de governança operacionalBaixoAlto

Fluxos da Rota B

Vendas, comissões, fluxo do incorporador e do adquirente.

 C1C2C3Y1Y2Y3Y4Y5Y6Y7Y8Y9Y10
Vendas brutasR$ 20.387.869R$ 41.580.112R$ 27.132.020R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0
(–) Comissões e marketing(R$ 1.732.969)(R$ 3.534.309)(R$ 2.306.222)R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0
Vendas líquidasR$ 18.654.900R$ 38.045.802R$ 24.825.798R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0
Fluxo do incorporador(R$ 10.803.454)(R$ 7.793.140)(R$ 28.055.767)R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0R$ 0
Renda do pool hoteleiroR$ 0R$ 0R$ 0R$ 3.927.829R$ 5.264.375R$ 6.358.134R$ 6.591.615R$ 6.794.418R$ 7.021.720R$ 7.255.238R$ 7.516.056R$ 7.741.206R$ 7.993.781
Fluxo do adquirente (por UH)(R$ 10.803.454)(R$ 7.793.140)(R$ 28.055.767)R$ 3.927.829R$ 5.264.375R$ 6.358.134R$ 6.591.615R$ 6.794.418R$ 7.021.720R$ 7.255.238R$ 7.516.056R$ 7.741.206R$ 7.993.781

Recomendação

Nenhuma das rotas atinge a taxa mínima de atratividade no CAPEX Oficial de R$ 128.2 mi (R$ 552 mil por chave). A Rota A entrega TIR de equity de 11,3% contra um custo de equity de 14,9%; a Rota B tem margem de incorporação negativa (-57,2%).

Entre as duas, a Rota A é preferível: preserva a integridade dominial do ativo, mantém a operação sob governança única, permite saída institucional para um FII ou fundo de hospitalidade e é escalável para um portfólio. A A Rota B antecipa a monetização, com retorno econômico inferior e restrição à saída institucional futura.